Posted by: rnncultural on: Junho 26, 2008
Eu estou há ininterruptas 4h estudando Direito Penal, meu cérebro já está soltando uma fumacinha, então, resolvi dar uma pausa e postar aqui, já que tem uns dias que não escrevo, e ficar sem escrever me chateia bastante! ;D
De início, quero agradecer a todos que têm me visitado por aqui, tanto os que comentam, como os que não comentam. É a vibração de vocês que me faz ter mais vontade ainda de escrever! Obrigada!
Durante essa semana tive umas idéias de post, mas a que mais me martelou a idéia sucessivamente foi “incompreensão”. Não quero deixar aqui um tom de reclamação nem de insatisfação com a vida. O útimo post foi tão azedo quando o meu estado de espírito quando o escrevi, mas hoje estou mais light, apesar da surra que eu tô levando do Direito Penal! rs…
Tudo seria um mar-de-rosas se a gente não tivesse que lidar com a incompreensão. Analisando meu dia-a-dia, percebo que a incompreensão é algo que está sempre presente. Por mais que eu me esforce para compreender e me fazer compreender, ela está ali, o tempo inteirinho me lembrando dos meus defeitos. Eu mesma me pego sendo incompreensiva com os outros, intolerante com suas opiniões e vontades e limitações, com uma prepotência que por alguns milésimos de segundo, tipo uns 2 só, (rs…) me faz acreditar que eu não tenho defeitos. =/
Mas não vim aqui jogar pedra em mim mesma, masoquismo moral ainda não é a minha praia rs… Aprendi a reforma íntima sem martírio, só ainda não consegui colocá-la totalemente em prática, mas vou tentando… =) Voltando ao assunto, eu também sou vítima (odeio essa palavra, mas não me veio outra) da incompreensão alheia. Quantas vezes amigos, familiares e até pessoas bem menos próximas que mal me conhecem me julgam e rotulam por determinadas atitudes que nem são intencionais, ou que são apenas invigilantes. Quando dou por mim, a situação já tomou uma proporção astronômica e já não é possível dar conta: eu não compreendo ninguém e ninguém me compreende – quase uma adolescente rebelde, rs… Aí, como disse minha irmã Isabelinha, categoricamente em seu último comentário aqui, “vem o mundo, pára, te joga pra fora dele e continua a girar e você fica ali, alheio a tudo, até que toma consciência sobre a própria vida, e começa a botar ordem na casa, de novo. Então o mundo vem, pára de novo, te coloca dentro dele outra vez, e você se readapta a você mesmo e à sua posição na vida”.
Perco um tempo danado tentando provar pra todo mundo que não preciso provar nada pra ninguém e acabo me fazendo em mil pedaços para alguma alma caridosa juntar…* Dedico várias e várias lágrimas e discussões mentais pra entender o que passa na cabeça dos outros, e mais difícil ainda: na minha prórpia. Mas como diria Humberto Gessinger, “por mais que a gente cresça tem sempre alguma coisa que a gente não consegue entender” e esse é o tipo de verdade que dificilmente aceito, com a mania de querer entender e saber de tudo, sempre.
Diante disso, chego à conclusão que somos “reféns” dos nossos próprios erros, que nos são cobrados à todo momento. Eu fico embasbacada de ver como a resposta da vida é rápida. Estimulo aqui, e ali recebo a reação. Esse papo de demorar encarnações para resgatar um débito já não é uma regra, tá é virando exceção! rs… Eu bato aqui, e apanho logo em frente. E o pior de tudo, é que eu não aprendo. Meço as palavras, atitudes e até mesmo os sentimentos dos outros sem me dar conta de que, a qualquer momento, virá alguém e fará e-x-a-t-a-m-e-n-t-e a mesma coisa comigo. A minha mãe sempre me falava isso, desde que comecei a dar os primeiros passos no entendimento da vida. O espiritismo também grita isso pra mim toda hora, mas até agora nunca tinha constatado essa coisa no plano prático da minha existência…
Confesso que esse post é totalmente proveniente do meu subconsciente, rs… Não está me ocorrendo nenhum fato recente desta natureza. Pelo menos não “significativo”. Mas gostei de escrever sobre incompreensão. Não sei se foi um dos melhores que já escrevi, mas foi bem de coração! =D
Beijos em todos! ;*
* Renato Russo – Quase sem Querer