Trocando em Miúdos

não estou de TPM

Posted by: rnncultural on: Junho 23, 2008

Eu fico vendo as fotos que as pessoas publicam na internet, com excessão de algumas, claro, e páro para pensar: “Qual é a dessa felicidade toda com esse monte de churrasco, bebedeira e orgia?!” São tantos sorrisos, beijos, abraços, gragalhadas, biritas, carteados, sacanagens, danças, musicas… Um nível eufórico altíssimo que chega a ofuscar a realidade. Fugere Urben? Carpe Diem? Os dias de hoje estão muito à la arcadismo mas com um misto da sacanagem do Realismo de O Coritço.
Nelson Rodrigues ficaria extasiado, ou não, já que a nata da sociedade hoje não esconde tanto suas promiscuidades como a Burguesia dos anos 50…

O fato é que, pode parecer inveja, ou até mesmo ser, pois ando meio azedinha ultimamente, essa felicidade toda por causa de nada é irritante, insípida e inodora, porém, bastante colorida, enfeitada, cheia de brilho e nuances que escondem aquele podre que TODO MUNDO tem. O êxtase do início da fase da diversão – o beijo que foi dado em qualquer um(a) só pra fazer uma raivinha, a transa impensada, a traição maliciosa, a falsidade entre a galera. UM ASCO!

Os verdadeiros valores já se perderam e eu venho incessantemente tentando recuperar os meus, pois eu não sou diferente de ninguém. Não tenho sabido onde está a minha felicidade, e nem por onde começar a procurá-la. Às vezes parece que falta um pedaço, não sei se meu mesmo, ou se de algo de fora.
Não consigo mais olhar pra vida e pra todos os êxtases intermináveis que ela oferece e pensar: quero viver disso o tempo todo, nessa alegria, nesse êxtase permanente. Porque é me bate esse vazio tão constantemente? Uma saudade de alguma coisa que não sei o que é, uma tristeza, uma melancolia…

Enfim, mais um desabafo.

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4 Respostas para "não estou de TPM"

Claro que sabe saudade de que que é!
É saudade de gritar todos os domingos ao descer correndo a escada da vó um agudíssimo “Mayáááááááááááááááára!”
E andas meio azedinha mesmo…

Hoje (talvez sempre) a vida não está fácil, e quase já não temos motivos para sorrir. Desastres políticos, econômicos, fome… Mas não é por isso que as pessoas não devam buscar momentos de felicidade.

Que mal há numa churrascada aos fins de semana, uma reunião com a galera, só pra descontrair e encontrar um motivo para sorrir?
Tudo bem que essa parada que você disse sobre as orgias ocorrendo nesses eventos é “estupefadora” mas assim como também admitiu, assim já o era desde a década de 1950, ou melhor, desde antes disso.

A diferença é que neste ponto, a hipocrisia parou de acontecer, pelo menos um pouco, e quem pratica as tais orgias, já não as esconde. O que por um lado é melhor do que quando era “escondido”.

Mas reveja seus valores sim, é muito bom tentar melhorar.

“Coragem, não tenhais medo!”

Te amo!

beijo

Tá azeda?????????
Chupa um limão!!!!kkkkkkkkkkkkkk
E vamos fazer churrasco com orgias pq é o q nos resta pra viver com um pouquinho de felicidade!!! hehehehehehehe

Beijossssssssssss

Realmente irmã… tudo anda muito irreal… eu não estou azedinha como você, mas estou numa fase depressiva que ninguém merece!!!
Bom, todos esse êxtase que você disse é passageiro, uma hora a casa cai e todo mundo percebe que a vida não é só isso… mesmo que nós não queiramos, mas todos temos esses momentos em que parece que o mundo parou, te jogou pra fora dele e começou a girar de novo… vc se sente sozinho no meio da multidão, a felicidade tira umas férias e nem deixa o telefone de onde se encontra justamente pra nos fazer refletir… quando finalmente percebemos tudo o que fazemos de errado, assumimos isso e começamos a botar ordem na casa, a felicidade volta, o mundo pára de novo e te puxa de volta, e então a multidão à sua volta passa a fazer diferença e então você percebe que não está sozinho!!!
Bom… é isso… beijos irmã!!!!

P.S.: acabei desabafando no seu blog, mas td bem!! =D

AS pessoas trocaram o que é certo pelo fugaz; o seguro pelo incerto; o profundo pelo vazio. O tudo pelo nada. A bebedeira tem a sua ressaca; o relacionamento “sem compromisso” nada mais é do que uma bestialização do homem, uma banalização do amor que dá até medo de ver. Amor é que meus pais, meus avós tem um pelo outro, pois amor pressupões compromisso e responsabilidade.

Renata, vc está incomodada com isso nao pq está azeda. Mas é pq vc viu que essa futilidade toda nao leva à nada, e que essa pretensa felicidade de fim de semana vale tanto quanto uma nota de três reais.

O que precisamos é redescobrir o valor dos relacionamentos humanos, seja a amizade, seja a família, seja o namoro/casamento…enfim, o amor de verdade é que pode transformar nossas vidas, e não esse egoísmo em busca de uma auto-satisfação…

Sua angústia lembra-me a de Agostinho de Hipona, que depois de tanto buscar, encontrou: “Tarde te amei, ó beleza tão antiga e tão nova!”

Beijos!

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