Posted by: rnncultural on: Maio 29, 2008
Pois é … agorinha pouco, enquanto eu arrumava cozinha, minha cabeça começou a fervilhar de idéias pro post de hoje.
Tem uma pessoa muito querida minha que está passando por um momento bem difícil, que tá exigindo dela uma nova superação a cada dia. Há mais ou menos 2 meses, ela passou por uma experiência que ocasionou nela uma espécie de trauma, desencadeando algo parecido com um transtorno alimentar: ela não consegue comer coisas sólidas, somente líquidas ou, no máximo, pastosas; já era magra e emagreceu cerca de 5kg neste meio tempo.
Eu a observo sempre, e, de alguma forma, tento ajudar. Às vezes sou mais “amável” e outras, dura e enérgica. Não sou psicóloga, então desconheço o melhor método para auxiliar alguém que está vivendo esse tipo de situação. Procuro ajudá-la a se manter no plano da razão e lembrar que somente o auto-conhecimento é capaz de nos ajudar a encontrar as razões do nosso sofrimento.
Contei todo esse caso por quê ? Eu exijo muita superação de mim mesma, sempre. Embora eu, às vezes, pareça condescendente comigo, me cobro muito. Procuro me observer ao máximo, detectar meus erros, me corrigir, me auto-avaliar para poder “andar pra frente”. A cada auto-análise que faço, noto um defeito diferente, o que quase sempre é muito desanimador: “poxa, o que falta para eu melhorar ? por que não consigo mudar isso ou aquilo em mim ?” e por aí vão os questionamentos …
Superar-se é uma coisa que poucas pessoas conseguem fazer. Geralmente aquelas que
sofreram algum tipo de trauma, lutam com mais vontade a cada dia para ultrapassar um bloqueio existente dentro de si. Os traumas que já tive em minha vida eu superei, graças a Deus e a ajuda de muitas pessoas que estiveram ao meu lado, e ao meu esforço também. Mas as coisas mais difíceis de superar estão dentro de mim. Mas qual é o caminho para a superação disso ? – me pergunto. Onde, dentro de mim, eu encontro a chave para me libertar de sentimentos e pensamentos tão inferiores que eu teria vergonha de publicá-los ?
Vi um vídeo ainda pouco que foi devastador ! rs … O vídeo era bem irônico, e falava de uma “homenagem” àqueles que deixam de viver a própria vida para viver a dos outros, que levantam a bandeira do “não-à-falsidade” mas que praticam isso a todo momento, que detestam fofoca mas não se dedicam a guardar pra si comentários infelizes sobre as outras pessoas etc. O vídeo era bem escrachante ! A parte que mais me chamou a atenção foi aquela que falava das pessoas que analisam tanto os outros que esquecem de viver a própria vida. E eu sou um pouco assim. Não, sou bastante assim. Principalmente quando a pessoa a ser analisada por mim representa algum tipo de “ameaça”. Me dedico com tanto afinco a analisá-la que chega a me dar nos nervos !!! Porém, o que procuro nessa análise é o ponto em comum entre mim e o analisado na tentativa de encontrar uma chave para me aproximar ! rs … Na verdade, acho que é o meu inconsciente que faz isso, porque rola aquela história da auto-projeção, né ? Enxergamos no outro o que temos em nós mesmos. Então, no meu momento analítico, eu observo aquele que me “incomoda” e começo a procurar incessantemente pontos em comum. Isso parece uma postura psicótica rs rs… não conheço ninguém que tenta se aproximar de alguém que não gosta ou por quem se sente ameaçado. Mas é o que ocorre comigo !
Em um outro post, já disse que isso tem um lado bom. Tentar me aproximar de alguém que, a princípio, eu “não gosto” pode ser muito, muito bom. E pode render ótimos frutos. Sinto que assim me dou uma chance de mudar de opinião sobre determinada pessoa e poder dizer “é … ela não é ruim como eu pensava !” Mas às vezes me sinto uma tola, porque acontece de eu ser mal-interpretada. Não tome justificando de nada. Foi só um pensamento que me ocorreu !
Acho que esse “método investigativo” do qual me utilizo é um obstáculo interno a ser superado. Esse “querer-saber-de-tudo” não é legal, e tomei consciência de é algo que preciso mudar. Colocar em prática aqueles velhos bordões de “não correr atrás das borboletas” ou “plante seu jardim e decore sua alma, em vez de esperar que alguém lhe traga flores” …
Tudo redunda no auto-conhecimento. Olhar pra mim mesma é algo que exige muita superação, assim como para minha querida, comer normalmente, outra vez, exige muita superação. E maior superação que olhar para nossos defeitos e nossas dificuldades, é enxergar o ponto de reversão do vício em virtude e tomar a iniciativa de “ativar” esse ponto, além de visualizar as dificuldades como oportunidades imperdíveis de desenvolver a mola propulsora da nossa evolução.
Me ajuda, meu Deus !
Para me consolar um pouquinho depois do humilhante vídeo, rs.. fui assistir um outro que me deu uma injeção de ânimo para mudar !! =)
Vou ficando por aqui. Clique na palavra “linkada” para assitir ao vídeo.
Renata
Olá, Rê.
Agradeço a visita a meu blog, e vim retribui-la. Devo dizer que achei esse seu espaço muito intimista,e por isso mesmo aconchegante. Acho bacana você comentar pormenores de sua vida assim: são essas coisas que fazem tudo mais alegre e colorido!
Quanto ao conhecimento de si mesmo, é frequente que outras pessoas conheçam melhor a nossos defeitos do que nós mesmos. Por isso que devemos sempre dar ouvidos aos conselhos dos amigos, e buscar orientação para crescer mais!
Até mais!
Maio 29, 2008 às 11:22 pm
Vejo que este método de analisar o “inimigo” ou o alvo, é uma coisa de família né…
Com certeza, a vontade d emudar já é um bom começo, ams cuidado pra não mudar tanto e deixar de ser o meu pedacinho…
Te amo!
beijo