Posted by: rnncultural on: Maio 27, 2008
Pra abrir o post, já vou indicando uma obra ma-ra-vi-lho-sa de Wendy Lustbader, chama-se
“O que Vale a Pena… A sabedoria de quem realmente tem algo a dizer”
Peguei esse livro na biblioteca da faculdade para fazer um trabalho sobre idosos. A princípio, não dei ao livro a devida importância, até pegá-lo para ler de verdade. O livro se constitui de depoimentos de velhinhos já na casa dos 70, 80 e 90 anos. Aborda vários temas, e em todas as mesagens tem um “tapa de luva” na minha mente de 20 anos…
Tenho postado tantos questionamentos aqui… Dúvidas, incertezas, oscilações de humor, uma inconstância danada que muitas vezes não me deixa em paz. Porém, quando me permitir parar um pouco e me dedicar à leitura desde livro, pude constatar o quanto de tempo nós perdemos julgando desnecessariamente, observando coisas que nada nos acrescentam. Pude constatar que perdi tempo com coisas banais, enquanto já poderia ter começado a ler este livro há muuuito tempo !
Uma das historinhas que li hoje me chamou à atenção de forma especial, pois tem muito a ver com a minha “intolerância” à minha cidade. O título da passagem é “É bom ficar onde o puseram” e no seu depoimento, a velhinha fala que nasceu, cresceu, se casou, teve e criou seus filhos e já comprou sua jazida na mesma cidade. A princípio isso não parece nada de muito diferente do que uma grande parte das pessoas faz. O que me chamou a atenção foi o valor que ela dá para os laços que você cria e mantém em determinado lugar. Estar sempre ali. Pessoas vêm e vão, e você está ali. E isso não tem que ser necessariamente ruim. É anti-aristotélico, mas não precisa ser ruim.
Meu espírito é mobilista, eu sei (Aloha! Parmênides). Gêmeos não se contenta em ficar num lugar só a vida inteira, mas ao mesmo tempo, a minha Lua em Touro GRITA por estabilidade, por continuidade e por segurança. Esse é um dos pontos do conflito existencial que vivencio cotidianamente, hehehe ! Rasgar o mundo buscando coisas novas, ou sussegar o facho num canto e, aos pouquinhos, ir construindo uma vida calma, sem correria, com o mínimo de tensão, com família reunida aos finais de semana ? Por mais instável que o meu interior seja, a segunda hipótese me soa mais agradável …
Tem um outro depoimento que li hoje de manhã, na sala de espera da Femina, durante a 1h de atraso da minha ginecologista, que também me chamou muuuuuito à atenção. O título é “As coisas não vão melhorar até que paremos de remoê-las”. Essa então, caiu como uma luva pra mim ! Tenho a péssima mania que querer saber de coisas que, às vezes, não é pra eu saber, ou, pelo menos, não agora. Futuco, investigo, persigo, chego às raias da paranóia. E pra quê ? Geralmente tenho esse empenho todo por causa de algo que me incomoda… grande tolice ! Antes eu me interessasse tanto por algo bom, divertido, inteligente, enfim, que me acrescente alguma coisa. Mas não. Geralmente eu to fuçando onde não sou chamada e demoro para consiguir esquecer tal coisa e geralmente, só consigo isso, quando opto por para de desgostar daquilo ou de tal pessoa. Busco aproximação, contato, me permito conhecer o novo sobre o qual eu já estabeleci um pré-conceito que até então, não me levou à lugar algum. Já fiz amizades assim ! Pessoas que antes o santo não batia e que, quando me permiti conhecê-la, descobri algo muito bom !
Olhando por esse aspecto, vale aquele bordão de que “tudo tem seu lado bom” ! Futucar tanto me leva à aproximação e ao descobrimento do novo. O que não me leva a nada, e o prévio sentimento ruim que nutro e não o anseio por saber mais sobre o que me incomoda.
Estou feliz por essa conclusão: Preciso me permitir mais.
Beijos !!!
ps.: ninguém comenta nesse blog, mas escrever aqui me ajuda TANTO ! espero que se alguém ler este blog, também se sinta ajudado … =]
É prima, se vc tem esse lado Investigativo, acho q deveria seguir a carreira de Delegada!!!!rsrsrsrs
Estuda para um dia chegar lá…
Vai juntar o útil ao agradável(fuxicar na vida alheia sem qq tipo de restrição, e assim ajudando a sociedade na resolução dos crimes)
Beijossss
Junho 4, 2008 às 8:40 pm
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